Na última terça-feira (01/04/14) eu estava na sala mexendo no notebook logo cedo, as atualizações que eu queria fazer não estavam dando certo, deixei baixando uns arquivos e fui para meu quarto.
Quando fui começar a "andar", a muleta enroscou no fio da fonte e me desequilibrei. Não cheguei a cair, mas acabei pisando com o pé machucado e ele ficou doendo bastante (uma dor como temos numa torção de pé).
Na quarta-feira acordei com dor, e achei melhor ir ao médico. No caminho fui pensando no que podia acontecer, e a possibilidade de perder 5 meses de tratamento, dor, fisioterapia e tudo mais me deu vontade de chorar, mas felizmente não aconteceu nada de mais grave.
Hoje é quinta-feira, já melhorou bastante a dor mas ainda não chegou na condição que estava antes da pisada. Ontem deveria ter iniciado o treino de marcha com uma muleta só, mas infelizmente ele vai ter de ser adiado por mais uns dias. De qualquer forma, perder uma semana não é nada se comparado à perder 5 meses.
PS.: O notebook não sofreu nada.
Blog sobre minhas fraturas de calcâneo e tálus, falando sobre o acidente, cirurgia e a evolução da recuperação.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Sem Pino!!!
Uma semana após o pedido já estava com o resultado da
tomografia em mãos, e consegui entregar ao médico, adiantando em duas semanas a
consulta (a próxima semana ele vai tirar de férias).
A consulta dessa vez foi na sala de fisioterapia, o que foi
bem legal, pois a fisioterapeuta deu uma olhada nos exames e já me explicou
algumas coisas. Na opinião dela não seria necessária a colocação de pino, o que
foi confirmado logo depois pelo médico. [Ufa, mais uma vez escapo de cirurgia
\o/]
De brinde, o médico também me dispensou do uso do robofoot.
A fisioterapeuta o acompanhou verificando os resultados, e
levantou o que podia ser feito de fisioterapia no pé (semana passada ela já
estava doidinha para colocar meu pé em movimento, mas o médico cortou o barato
dela). Vou ter de mexer muito os dedos (desde a cirurgia todo mundo manda mexer
os dedos, a fisioterapeuta me lembra disso toda hora pois há um risco de
trombose se ficar muito parado), também tenho de mexer o pé para cima e para
baixo (após dois meses e meio com ele paradinho, o máximo que consegui foram
alguns músculos ameaçando contrair, mas isso é normal).
Água no Pé
Após mais de dois meses meu pé vai ver água. Depois de um
pouco de água jogada, começa a soltar a pele das bolhas formadas antes da
cirurgia, aquela pele amarelo-esverdeada começa a ir embora, uma boa parte sai
na primeira rodada.
Nos três primeiros banhos quase toda a pele morta das bolhas
acaba saindo, o pé continua feinho, mas cada dia melhora um pouco.
A Retirada dos Fios de Kirschner
Quando eu vi os fios pela primeira vez, tive certeza que
teria de voltar ao hospital para retirá-los sob efeito de anestesia, melhor
ainda se sob anestesia geral. Para meu desespero descobri que a retirada dos
fios era feita na clínica e sem nenhum tipo de anestesia.
Em minhas pesquisas na internet todos diziam que a remoção
dos fios não doía no máximo se sentia um ardor. Como qualquer pessoa que tem
vários ferrinhos encravados no meio dos ossos, não acreditei nem um pouco na
internet (meu lado racional até acreditava, mas o emocional não).
Chega o dia, dois meses após a cirurgia lá vou eu pra
salinha do gesso, onde eu sempre era atendido. A enfermeira tirou a tala me
deixou esperando o médico.
Logo depois chega o médico, coloca luva, joga algum produto
no pé para matar os bichinhos e dar uma limpadela, pega um alicatinho de bico o
qual está meio pretejado e em piores condições que os meus (ele havia deixado
os fios com uma dobra para facilitar a pega, e como está tudo externo ao corpo,
mesmo que o alicate estivesse todo enferrujado não haveria problema).
Como bom macho que sou não olhei ele puxar nenhum dos fios,
mas por mais inacreditável que seja, a saída do fio realmente não dói, nem
mesmo o ardor citado pela maioria do pessoal na internet eu senti. Porém, em
alguns fios foi necessário aplicar bastante força, a qual é transmitida ao pé
que estava bastante sensível e acabou doendo um pouco (mas foi o movimento do
pé, e não a saída do fio que doeu).
Saiu bastante sangue, a enfermeira colocou algumas gazes nos
furinhos e enfaixou. Quando eu estava me levantando para sair, um dos pontos já
havia ensopado a gaze e foi necessário colocar mais gaze e mais faixa.
O médico disse para deixar as gazes por dois dias, a fim de
dar tempo para a cicatrização.
Ele também pediu uma tomografia para avaliar a necessidade
de colocar pino fixo no tálus.
Eu tinha esperanças de que neste dia seria liberado para
começar a colocar o pé no chão (com carga parcial), o que infelizmente foi
adiado em um mês. De qualquer forma, ele me passou o robofoot e agora eu
poderia lavar meu querido pezinho.
Primeiro Raio-X Pós Cirurgia
Cerca de um mês e meio após a cirurgia fiz meu primeiro
raio-x, e ele trouxe boas notícias, o tálus já apresentava o sinal de Hawkins (http://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigo/24),
indicando que havia circulação de sangue no tálus afastando a necessidade de travar o
pé.
Sei que comparado a outros problemas (ficar numa cadeira de
rodas, por exemplo, o que no meu tombo não teria sido tão difícil de
acontecer), o travamento do pé não é nada, mas estava muito preocupado e foi um
tremendo alívio a notícia. Não sei se é possível dirigir com o pé travado, ou
se seria necessário um veículo adaptado (automático e com os pedais
invertidos), creio que o caminhar fica prejudicado, enfim, não faltaram coisas
ruins para pensar nesse meio tempo.
Neste dia o médico me passou a guia para começar a fazer
fisioterapia no joelho.
A próxima consulta foi marcada para três semanas depois,
quando seriam retirados os fios, e confirmando meu temor isso seria feito na
clínica.
Recuperação Leeeeenta
Tudo correu normalmente nos primeiros dias, tinha um
anti-inflamatório e tylenol para tomar, de vez em quando o pé resolvia doer, em
especial à noite, mas tudo administrável.
Tive retorno ao médico após uma semana (agora na clínica), e
apesar da (péssima) aparência do pé, estava tudo dentro da normalidade.
Mais quinze dias depois, tive outro retorno e tudo
continuava normal.
Não me lembro em qual consulta exatamente, mas em algum
momento a dor começou a ficar bastante intensa à noite. Consegui um analgésico
mais forte que havia sobrado da minha tia, e depois numa consulta, falei com o
médico desse aumento de dor, pedi um remédio mais forte e ele me passou
exatamente o que eu já havia tomado (de médico e louco todo mundo tem um
pouco).
Também não sei exatamente em qual momento foi, mas o médico
me informou que caso o sangue não voltasse a circular no tálus, seria
necessário colocar uma placa que deixaria o pé completamente travado.
Pesquisando na internet (ele me passou os itens que eu deveria pesquisar,
fratura de calcâneo e fratura de colo de tálus) descobri que a vascularização
do tálus é muito sensível, o que associado a outras características faz com que
essas fraturas sejam bastante graves (http://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigo/24).
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