Passaram 196 dias desde o acidente, ou seis meses e pouco.
Estou conseguindo andar sem apoio, apesar de andar no estilo "ponto e vírgula". Ainda há alguma possibilidade de voltar ao trabalho no final do mês, mas isso é uma incógnita.
Tenho feito caminhadas em grupos de 300 metros, ninguém me passou essa distância (é meio difícil arrancar números do pessoal da área de saúde). O início da caminhada é mais pulado que andado, mas no percurso o pé vai se soltando e a caminhada vai melhorando, sendo que no final consigo uma marcha razoável, mas o passo quando o pé machucado está de apoio é bem mais curto.
Não tenho falado de algo muito importante no Blog, a fisioterapia. Já estou beirando as 60 sessões, tenho feito três vezes por semana e iniciei antes de tirar a imobilização. Dentre todas essas sessões, duas são memoráveis, a primeira vez que dobraram meu joelho e senti uma dor com intensidade comparável à quando o médico puxou meu pé para encaixar no lugar. A outra foi na segunda vez que a fisioterapeuta mexeu para valer no meu pé; não foi tão ruim quanto o do joelho mas é o tipo de coisa que não vou esquecer tão cedo.
Eu iniciei o tratamento com uma fisioterapeuta muito gente boa, mas que gostava muito de conversar, o resultado é que alguns pacientes chegavam, pegavam o material, faziam o exercícios (que eram sempre os mesmos) e iam embora sem nem falar com a fisioterapeuta. Na clínica atual, a moça não é de muito papo, mas sempre acompanha o início dos exercícios, varia bastante eles e acompanha os momentos mais importantes (como durante a marcha).
Pelo que conversei, essas variações são bem comuns, portanto se achar que o tratamento não está adequado, mude de lugar.
Por outro lado, por melhor que seja a fisioterapia, o tempo da sessão é muito curto. É importante que as sessões sejam complementadas em casa.
Blog sobre minhas fraturas de calcâneo e tálus, falando sobre o acidente, cirurgia e a evolução da recuperação.
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Hora de Colocar o Pé no Chão
Três meses e meio após o acidente, hoje fui liberado para começar a pisar.
O médico prevê mais um mês usando as duas muletas, e pisando só com a ponta do pé (gradualmente posso ir pisando com o calcanhar). Depois disso, fico usando apenas uma muleta por um mês, para finalmente voltar a andar sem apoio.
Continuo fazendo fisioterapia três vezes por semana, e faço os exercícios em casa duas vezes por dia. O joelho está dobrando um pouco mais que 90°, mas está muito resistente em passar disso. Do pé, a fisio continua bem leve, mas creio que os exercícios deve ficar um pouco mais pesados agora.
Vou mudar a clínica onde faço a fisio, pois o táxi está saindo "salgado" demais, a nova clínica está bem recomendada, vamos ver no que dá.
O médico prevê mais um mês usando as duas muletas, e pisando só com a ponta do pé (gradualmente posso ir pisando com o calcanhar). Depois disso, fico usando apenas uma muleta por um mês, para finalmente voltar a andar sem apoio.
Continuo fazendo fisioterapia três vezes por semana, e faço os exercícios em casa duas vezes por dia. O joelho está dobrando um pouco mais que 90°, mas está muito resistente em passar disso. Do pé, a fisio continua bem leve, mas creio que os exercícios deve ficar um pouco mais pesados agora.
Vou mudar a clínica onde faço a fisio, pois o táxi está saindo "salgado" demais, a nova clínica está bem recomendada, vamos ver no que dá.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Sem Pino!!!
Uma semana após o pedido já estava com o resultado da
tomografia em mãos, e consegui entregar ao médico, adiantando em duas semanas a
consulta (a próxima semana ele vai tirar de férias).
A consulta dessa vez foi na sala de fisioterapia, o que foi
bem legal, pois a fisioterapeuta deu uma olhada nos exames e já me explicou
algumas coisas. Na opinião dela não seria necessária a colocação de pino, o que
foi confirmado logo depois pelo médico. [Ufa, mais uma vez escapo de cirurgia
\o/]
De brinde, o médico também me dispensou do uso do robofoot.
A fisioterapeuta o acompanhou verificando os resultados, e
levantou o que podia ser feito de fisioterapia no pé (semana passada ela já
estava doidinha para colocar meu pé em movimento, mas o médico cortou o barato
dela). Vou ter de mexer muito os dedos (desde a cirurgia todo mundo manda mexer
os dedos, a fisioterapeuta me lembra disso toda hora pois há um risco de
trombose se ficar muito parado), também tenho de mexer o pé para cima e para
baixo (após dois meses e meio com ele paradinho, o máximo que consegui foram
alguns músculos ameaçando contrair, mas isso é normal).
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