Passaram 196 dias desde o acidente, ou seis meses e pouco.
Estou conseguindo andar sem apoio, apesar de andar no estilo "ponto e vírgula". Ainda há alguma possibilidade de voltar ao trabalho no final do mês, mas isso é uma incógnita.
Tenho feito caminhadas em grupos de 300 metros, ninguém me passou essa distância (é meio difícil arrancar números do pessoal da área de saúde). O início da caminhada é mais pulado que andado, mas no percurso o pé vai se soltando e a caminhada vai melhorando, sendo que no final consigo uma marcha razoável, mas o passo quando o pé machucado está de apoio é bem mais curto.
Não tenho falado de algo muito importante no Blog, a fisioterapia. Já estou beirando as 60 sessões, tenho feito três vezes por semana e iniciei antes de tirar a imobilização. Dentre todas essas sessões, duas são memoráveis, a primeira vez que dobraram meu joelho e senti uma dor com intensidade comparável à quando o médico puxou meu pé para encaixar no lugar. A outra foi na segunda vez que a fisioterapeuta mexeu para valer no meu pé; não foi tão ruim quanto o do joelho mas é o tipo de coisa que não vou esquecer tão cedo.
Eu iniciei o tratamento com uma fisioterapeuta muito gente boa, mas que gostava muito de conversar, o resultado é que alguns pacientes chegavam, pegavam o material, faziam o exercícios (que eram sempre os mesmos) e iam embora sem nem falar com a fisioterapeuta. Na clínica atual, a moça não é de muito papo, mas sempre acompanha o início dos exercícios, varia bastante eles e acompanha os momentos mais importantes (como durante a marcha).
Pelo que conversei, essas variações são bem comuns, portanto se achar que o tratamento não está adequado, mude de lugar.
Por outro lado, por melhor que seja a fisioterapia, o tempo da sessão é muito curto. É importante que as sessões sejam complementadas em casa.
Blog sobre minhas fraturas de calcâneo e tálus, falando sobre o acidente, cirurgia e a evolução da recuperação.
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
E Vamos Andar
Na última segunda-feira, com mais ou menos cinco meses e meio após o acidente, fui liberado para andar sem muleta.
Como a tropeçada acabou retrocedendo o processo em uns 15 dias, não vai dar para sair correndo, mas espero que até o começo do mês já esteja andando sem apoio. Hoje já estou conseguindo andar com uma muleta só, apesar de estar todo torto ainda.
Como a tropeçada acabou retrocedendo o processo em uns 15 dias, não vai dar para sair correndo, mas espero que até o começo do mês já esteja andando sem apoio. Hoje já estou conseguindo andar com uma muleta só, apesar de estar todo torto ainda.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
O Tal do INSS
Hoje fui fazer a perícia de prorrogação do auxílio-doença, e o perito acabou me dando um mês a mais do que meu médico havia recomendado. Meu benefício foi estendido até 31/05.
O valor do benefício vai depender das contribuições que foram feitas. No meu caso, como passei um tempo pagando como autônomo e não contribuía pelo teto (na época da faculdade pagava o mínimo), meu salário foi muito reduzido.
As perícias foram tranquilas, levei todos raio-x, tomografias e ressonâncias desde o acidente com exceção do primeiro raio-x que não consegui pegar no hospital.
Na primeira perícia, não tinha muitos exames, o médico deu uma olhada na papelada e como eu estava com tala gessada ele só deu uma olhada meio de lado na cicatriz do joelho. Meu médico havia indicado 90 dias, mas o perito deu o benefício por 4 meses.
Agora na perícia de prorrogação, eu levei uma sacola cheia de exames, mas ele só olhou o último raio-x. Também olhou a carta do meu médico que indicava seis meses de tratamento (o que daria final de abril), e me pediu o cartãozinho de agendamento da fisioterapia que tem consultas marcadas até 12/03. Examinou rapidamente o pé e o joelho, comentou da musculatura que atrofia,e encostou a mão para sentir se estava quente. O benefício foi estendido até o final de maio.
Tenho esperanças de estar bem até o final de abril, e se isso acontecer, vou tentar antecipar o fim do auxílio doença e minha volta ao trabalho.
Lição aprendida: ter um dinheiro guardado, pois o benefício do INSS demora um pouco a começar a ser pago, e a não ser que seu salário nos últimos (vários) anos tenha sido estável, haverá diferenças entre seu salário e o benefício.
O valor do benefício vai depender das contribuições que foram feitas. No meu caso, como passei um tempo pagando como autônomo e não contribuía pelo teto (na época da faculdade pagava o mínimo), meu salário foi muito reduzido.
As perícias foram tranquilas, levei todos raio-x, tomografias e ressonâncias desde o acidente com exceção do primeiro raio-x que não consegui pegar no hospital.
Na primeira perícia, não tinha muitos exames, o médico deu uma olhada na papelada e como eu estava com tala gessada ele só deu uma olhada meio de lado na cicatriz do joelho. Meu médico havia indicado 90 dias, mas o perito deu o benefício por 4 meses.
Agora na perícia de prorrogação, eu levei uma sacola cheia de exames, mas ele só olhou o último raio-x. Também olhou a carta do meu médico que indicava seis meses de tratamento (o que daria final de abril), e me pediu o cartãozinho de agendamento da fisioterapia que tem consultas marcadas até 12/03. Examinou rapidamente o pé e o joelho, comentou da musculatura que atrofia,e encostou a mão para sentir se estava quente. O benefício foi estendido até o final de maio.
Tenho esperanças de estar bem até o final de abril, e se isso acontecer, vou tentar antecipar o fim do auxílio doença e minha volta ao trabalho.
Lição aprendida: ter um dinheiro guardado, pois o benefício do INSS demora um pouco a começar a ser pago, e a não ser que seu salário nos últimos (vários) anos tenha sido estável, haverá diferenças entre seu salário e o benefício.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O Dia Seguinte
Na manhã após a cirurgia havia um pouco de sangue na tala, bem
como no travesseiro que apoiava meu pé.
O médico veio me ver ainda na parte da manhã, disse que
cirurgia havia corrido bem, que tinha ficado alguns fios no meu pé pois não
havia estrutura para colocar pino, e pediu para trocarem a tala e o curativo.
Também me disse que havia um fragmento de osso solto da minha patela, e que ele
havia aberto meu joelho para retirá-lo (eu tinha ficado um pouco surpreso
quando vi que tinham feito cirurgia no meu joelho também).
Imaginei que os fios seriam algo como a linha de sutura, e
não entendi porque eles haviam ficado expostos (bem igual criança que tenta
entender algo completamente novo e viaja na maionese). Com o tempo descobri que
se tratava de fios de Kirschner, acho muita modéstia chamá-los de fios, na verdade
são arames rígidos parecidos com os usados em espirais de caderno, e que no meu
caso tinham 2,5 e 3,0 mm de espessura.
Foram colocados três “fios” na parte superior do pé, três na
região do calcanhar e mais um avulso na parte inferior.
Mais para o final da tarde fui para a emergência para
refazer a tala/curativo, e novamente volto de lá com muita dor. Minha namorada
tinha vindo me visitar e eu mal consegui conversar com ela. Pedi analgésico
para a enfermeira, e ela me deu um comprimido de tylex apesar de eu avisar que
ele não daria conta do problema.
Como eu sabia, o tylex não fez nem cócegas na dor. Algumas
horas depois eu consegui convencer o pessoal que precisava tomar algo, e
finalmente me trouxeram um analgésico que deu conta da dor e eu consegui
dormir.
Apresentações, Observações e o Tombo
Meu nome é Fernando, sou engenheiro eletricista, moro em
Sorocaba-SP e trabalho em Porto Velho-RO. Venho uma vez por mês para casa e
quase sempre tenho algo para instalar ou arrumar, e como o tempo que tenho em
casa é curto, normalmente faço fazia as coisas às pressas.
Começo esse blog pouco mais de dois meses depois do
acidente, então esse meio tempo pode não ter muitos detalhes, ou posso me
confundir em alguma coisa.
Dia 28 de outubro de 2013, uma bela segunda-feira, estava eu
fazendo a instalação de uma campainha, uma boa parte da instalação já estava concluída
e chegou a hora de passá-la pela laje. Coloquei a escada no alçapão que dá
acesso à laje, subi, acendi a luz e enquanto estava olhando por onde ia
caminhar para chegar até onde estava o fio, a escada escorrega e eu vou junto.
Minha mãe que estava por perto vem desesperada após ouvir o
barulho, eu estirado no chão não me mexo até conseguir avaliar razoavelmente
como estou. Meu pé inchou na hora, e era a única coisa que doía
significativamente, o resto eram arranhões e batidas de menor importância.
Pedi para chamar um taxi, e fomos para o hospital da Unimed
em Sorocaba. No caminho liguei para o trabalho e pedi para cancelarem o
check-in que eu havia feito, pois ia viajar naquela tarde. Também mandei uma
mensagem avisando minha namorada que não ia dar para almoçar com ela, pois havia
caído e torcido o tornozelo, e nessa hora eu realmente achava que era somente
uma torção.
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