Três meses e meio após o acidente, hoje fui liberado para começar a pisar.
O médico prevê mais um mês usando as duas muletas, e pisando só com a ponta do pé (gradualmente posso ir pisando com o calcanhar). Depois disso, fico usando apenas uma muleta por um mês, para finalmente voltar a andar sem apoio.
Continuo fazendo fisioterapia três vezes por semana, e faço os exercícios em casa duas vezes por dia. O joelho está dobrando um pouco mais que 90°, mas está muito resistente em passar disso. Do pé, a fisio continua bem leve, mas creio que os exercícios deve ficar um pouco mais pesados agora.
Vou mudar a clínica onde faço a fisio, pois o táxi está saindo "salgado" demais, a nova clínica está bem recomendada, vamos ver no que dá.
Blog sobre minhas fraturas de calcâneo e tálus, falando sobre o acidente, cirurgia e a evolução da recuperação.
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O Dia Seguinte
Na manhã após a cirurgia havia um pouco de sangue na tala, bem
como no travesseiro que apoiava meu pé.
O médico veio me ver ainda na parte da manhã, disse que
cirurgia havia corrido bem, que tinha ficado alguns fios no meu pé pois não
havia estrutura para colocar pino, e pediu para trocarem a tala e o curativo.
Também me disse que havia um fragmento de osso solto da minha patela, e que ele
havia aberto meu joelho para retirá-lo (eu tinha ficado um pouco surpreso
quando vi que tinham feito cirurgia no meu joelho também).
Imaginei que os fios seriam algo como a linha de sutura, e
não entendi porque eles haviam ficado expostos (bem igual criança que tenta
entender algo completamente novo e viaja na maionese). Com o tempo descobri que
se tratava de fios de Kirschner, acho muita modéstia chamá-los de fios, na verdade
são arames rígidos parecidos com os usados em espirais de caderno, e que no meu
caso tinham 2,5 e 3,0 mm de espessura.
Foram colocados três “fios” na parte superior do pé, três na
região do calcanhar e mais um avulso na parte inferior.
Mais para o final da tarde fui para a emergência para
refazer a tala/curativo, e novamente volto de lá com muita dor. Minha namorada
tinha vindo me visitar e eu mal consegui conversar com ela. Pedi analgésico
para a enfermeira, e ela me deu um comprimido de tylex apesar de eu avisar que
ele não daria conta do problema.
Como eu sabia, o tylex não fez nem cócegas na dor. Algumas
horas depois eu consegui convencer o pessoal que precisava tomar algo, e
finalmente me trouxeram um analgésico que deu conta da dor e eu consegui
dormir.
A Cirurgia
Finalmente chega o dia da cirurgia, ela foi marcada para o
final da tarde, e fora o café da manhã seria jejum o dia todo.
Próximo do horário marcado o enfermeiro chegou, me deu o
avental, me troquei e desci de maca para o centro cirúrgico.
Fiquei numa sala pré/pós-operatório, e após algum tempo veio
outro enfermeiro para me buscar.
O meu acesso (aquela agulha que fica para injetarem soro e
medicação) não estava muito legal, um tanto avermelhado na região, e eles o
trocaram. Na sequência a anestesista conversou comigo, me injetou alguma coisa
e eu apaguei.
Acordei umas três horas depois, vi alguém segurando umas
radiografias e alguém parabenizando o médico pela cirurgia.
Eu estava com um monte de cobertas, mas mesmo assim sentia
frio. Logo depois fui encaminhado de volta para a sala de pré/pós-operatório, e
devo ter ficado por lá uns 30 minutos até voltar a sentir a perna.
Me levaram de volta para o quarto, e após o efeito da
anestesia passar, veio a dor e com bastante intensidade. Para minha alegria, o
médico não havia reforçado meus analgésicos e tive de aguentar umas boas horas
com dor até poder tomar medicamento.
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